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Briga entre facções em Feira; delegado alerta para fotos em redes sociais

Publicada em 23/01/2018 ás 23:02:01

 

Segundo matéria veiculada pela revista Carta Capital, no início do ano passado, especialistas e serviços de inteligência dos governos estaduais contabilizaram a existência de cerca de 80 facções em presídios espalhados em todo o território nacional. Ainda de acordo com o levantamento, o Comando Vermelho (CV), primeira grande facção criminosa a surgir no Brasil, a partir do Rio de Janeiro, nos anos 80, atua em pelo menos 14 estados.
 
O Primeiro Comando da Capital (PCC), que surgiu anos depois em São Paulo, já na década de 90, atuava no ano passado em 27 unidades da federação.
 
Com o crime avançando cada vez mais e o Estado perdendo terreno, outras facções foram surgindo ao longo dos anos, algumas provocadas por dissidência entre os membros das maiores. Muitas usam nomes, siglas e números, entretanto a maioria não é organizada e acaba sendo engolida pelas facções tradicionais.
 
Na Bahia, a população tem notícia diariamente da guerra entre facções que dominam determinadas comunidades e brigam pela extensão do território, tendo como objetivo o poderio do tráfico de drogas. Fontes policiais ouvidas pelo site Varela Notícias informaram que as mais poderosas facções de Salvador são: BDM, Comando da Paz, Katiara e Caveira. Outras denominações surgiram e estão espalhadas em toda a Bahia.
 
Em Feira de Santana, município com população em torno de 630 mil habitantes, segundo o último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e situado no mais importante entroncamento rodoviário do Nordeste, o crime também se espalha e todo o território feirense é disputado por facções.
 
A maioria dos homicídios ocorridos no município é creditada pelas autoridades policiais à guerra pelo tráfico de drogas. E um dos problemas que tem chamado a atenção das policiais é a guerra desenfreada de facções, rivalizando até pelas postagens nas redes sociais com poses provocativas, utilizando simbologias. Até mesmo quem não sabe do que se trata e imita um desses símbolos corre risco de ser assassinado.
 
Em entrevista ao repórter Sotero Filho, o delegado Fabrício Linard, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica que a rivalidade entre facções é um problema nacional, mas que tem provocado muitos homicídios em Feira de Santana. “Eles ficam rivalizando, na verdade são grupos que se criam, ficam tentando dominar certa área, certo bairro do município. Isso não é privilégio de Feira de Santana, isso é uma situação nacional, a organização do crime, da mesma forma que o Estado tenta se organizar, o crime também tem adotado essa postura e eles ficam rivalizando, criando grupos e essa questão de 2, 3 ou 4 (símbolos), que eles também denominam nomes, não gosto de tá citando para não dar credibilidade, mas aí é uma rivalidade muito ferrenha, que inclusive, muito homicídios, eles ocorrem por conta dessa rivalidade”, diz Linard.
 
Alerta para fotos nas redes sociais
 
O delegado fez um alerta para que pessoas desavisadas não copiem determinados gestos, comumente exibidos nas redes sociais, podendo ser mal interpretadas e associadas a alguma facção criminosa, gerando revolta de grupos rivais.
 
“A juventude, às vezes vai bater uma foto, tá fazendo um, com a mão, dois ou quatro, sei lá, às vezes nem sabe do que se trata e de alguma forma tá se identificando, se tachando como membro daquela facção. Então, é procurar evitar para não se identificar e se envolver com esse tipo de pessoa, porque da mesma forma, na hora que eles (criminosos) falam na gíria ‘na hora que o bonde passar’ quem estiver junto, eles vão levar”, alerta.
 
Roupas com símbolos
 
Além das fotos, o delegado também citou o perigo de vestimentas ou acessórios com números que podem ser confundidos com alguma facção e exemplificou o sinal deixado por criminosos na cena de um crime ocorrido na semana passada, no distrito de Bonfim de Feira. “É possível, porque eles levam ao extremo essa questão da identificação. Um homicídio que fizemos o levantamento cadavérico na semana passada, no distrito de Bonfim de Feira, também questão de uma rivalidade entre o tráfico de drogas, no interior de uma residência deixaram em momentos sinalizados lá, um 2. Botaram dois tijolos paralelos como estivessem marcando um dois, e na entrada da cancela da residência na zona rural, também colocaram em paralelo duas cápsulas de revólver, também como se estivessem sinalizando o 2 do grupo, que em tese, teria ido praticar aquele homicídio”, detalhou Linard.
 
Redação do Blog Central de Polícia, com informações de Sotero Filho e imagem reprodução.
 
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